Auditando - Odibar J. Lampeao

Novembro 05 2012

Atualmente distingui-se claramente duas correntes de estudos, a norte-americana e a européia.

 

O termo contabilidade criativa é originalmente americano earnings management, todavia as correntes de estudo traduzem de forma distinta tal termo, a européia por exemplo, traduz earnings management como contabilidad creativa e a norte-americana como gerenciamento de resultados.

 

As traduções, além de serem distintas, possuem conotações diferentes, os que a consideram uma manipulação propriamente dita, com a finalidade exclusiva de alteração da real situação patrimonial, financeira e/ou econômica da entidade, utilizam o termo contabilidade criativa. Enquanto os que acreditam que a sua aplicabilidade consiste em uma estratégia contábil, decorrente de um conhecimento considerável da matéria em questão, e não um manejo das contas, adotam o termo gerenciamento de resultados.

 

Veja mais em Wikipedia;

 

Sobre o tema pode ler ainda:

 

1. Contabilidade criativa

2. Contabilidade criativa 

3. Conabiliddade ciriava

publicado por ojpeao às 14:38

Outubro 01 2012

 

Num sentido amplo, uma fraude é um esquema ilícito ou de má fé criado para obter ganhos pessoais, apesar de ter, juridicamente, outros significados legais mais específicos. (Wikipedia).

Em Direito Penal, fraude é o crime ou ofensa de deliberadamente enganar outros com o propósito de prejudicá-los, usualmente para obter propriedade ou serviços dele ou dela injustamente. Fraude pode ser efetuada através de auxílio de objetos falsificados (Ibid).

O termo fraude aplica-se a atos voluntários de omissão e manipulação de transações e operações, adulteração de documentos, registros, relatórios e demonstrações contábeis, tanto em termos físicos quanto monetários, que é diferente do erro que é o termo erro aplica-se a atos involuntários de omissão, desatenção, desconhecimento ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis, bem como de transações e operações da Entidade, tanto em termos físicos quanto monetários (http://www.congressousp.fipecafi.org/artigos12004/380.pdf).

 

As fraudes internas podem normalmente ser divididas em duas grandes famílias:
(http://www.fraudes.org/)

a) Fraudes com registro nos livros contábeis.

Desta categoria fazem parte as fraudes que afetam diretamente o fluxo contábil ou de caixa da empresa. Exemplos são fraudes nos seguintes moldes:

  • faturamentos irregulares (serviços não prestados, mercadorias não entregues,      superfaturamento etc...);

  • lançamento de pagamentos indevidos ou fictícios;

  • reembolsos irregulares ou falsos (por viagens, despesas, ...);

  • alterações, desvios e/ou roubos nos estoques de mercadorias ou nos bens da empresa;

  • troca de dinheiro da empresa por recebíveis (muitas vezes pouco líquidos);

  • lançamento de gastos "de consumo" irregulares;

  • omissões ou falsificações nos registros de operações contábeis ou de recebimentos;

  • falsificação de faturas ou documentos contábeis;

  • operações financeiras irregulares.

Na maioria dos casos, este tipo de fraude pode ser detectado no momento dos pagamentos, ou seja da saída do dinheiro da empresa para a estrutura dos fraudadores.

Auditorias contábeis e internas bem executadas e profundas também costumam detectar este tipo de fraudes ou pelo menos seus indícios.

b) Fraudes sem registro nos livros contábeis.

Desta categoria fazem parte todas as fraudes que não afetam diretamente o fluxo normal da contabilidade. Exemplos são fraudes nos seguintes moldes:

  • descontos      excessivos ou indevidos à clientes;

  • frequentes      vendas em dinheiro (com descontos não transparentes e/ou sem emissão de      nota fiscal e/ou sem o devido registro contábil) com desvio do valor;

  • descontos      de fornecedores não repassados à empresa;

  • corrupção geral;

  • ganho      de comissões em troca de vantagens junto à empresa;

  • desvio      de clientes ou negócios da empresa para outra entidade (própria ou de terceiros);     

  • negociações      de créditos ou dívidas;

  • concessões      e benefícios em favor de "amigos" ou outros tipos de conflito de      interesses.

 

Este tipo de fraude envolve normalmente valores mais elevados que os das fraudes do tipo anterior.
Também é comum que este tipo de fraudes se repita regularmente e sem ser detectado ao longo de muito tempo.

Uma importante fonte para detectar este tipo de fraudes são pesquisas juntos à clientes e fornecedores e/ou informações recebidas por estes.

 

 

Entre os meios mais eficazes para prevenir e combater as fraudes internas recordarei os seguintes (http://www.fraudes.org/):

  • Analise dos fluxos operacionais e identificação prévia dos pontos de risco para sucessivo intenso monitoramento e adoção de outras medidas preventivas.

  • Realização de frequentes e rigorosas auditorias "específicas para fraudes", nas áreas de negócios sensíveis.

  • Troca periódica (a cada dois ou três anos no máximo), ou rotação, dos auditores.     

  • Criaçãode um apropriado manual de normas e procedimentos internos, a ser aplicado pelos funcionários em todas as funções sensíveis.

  • Estruturação de um sistema de administração e monitoramento eficientes com troca e verificação constante e redundante de informações entre os vários departamentos.

  • Rotação frequente, quando possível, de funcionários em posições sensíveis a fraudes.

  • Criação de equipas para condução de funções chave e sensíveis a fraudes, eliminando estruturas de decisão e centros de controlo independentes.

  • Estruturação de uma adequada política de alçadas, autorizações e controles em todas as funções sensíveis (por exemplo no uso de senhas para operações bancárias      via internet).

  • Monitoramento de mudanças repentinas e/ou injustificadas no estilo de vida ou comportamento de funcionários responsáveis por posições sensíveis.

  • Atenção a eventuais indícios de vícios (jogo, drogas, álcool etc...) dos  funcionários.

  • Comparação periódica de dados e informações administrativas e operacionais com as médias de períodos anteriores (anos, semestres etc...), com as médias de diferentes departamentos e unidades e com as médias de mercado para as      áreas equivalentes e homogêneas.

  • Adoção de regras de segurança no projeto e desenvolvimento dos sistemas informativos internos.

  • Atenção à reclamações de fornecedores ou clientes que possam ter origem em      comportamentos fraudulentos de funcionários.

 

Na hora de uma primeira auditoria de fraudes ou fiscalização contábil, é importante procurar e prestar atenção, pelo menos, aos seguintes pontos:

  • Omissão  de lançamentos em registros.

  • Lançamentos falsos em registros.

  • Anotações falsas em registros.

  • Erros nos cálculos em registros.

  • Destruição ou "perda" de documentos.

  • Falta de documentos.

  • Existência de documentos falsos.

  • Alteração de documentos originais.

  • Duplicidade de documentos ou lançamentos.

  • Falta de depósitos bancários ou caixa.

  • Aumentos repentinos de custos ou despesas médias.

  • Diminuição repentina de receitas médias.

  • Pagamentos irregulares ou fictícios.

  • Manutenção de dois jogos de livros de registro.

  • Rasuras e espaços brancos nos registros.

 

Além disso, vale lembrar resumidamente algumas das mais úteis ferramentas para a detecção e combate as fraudes internas:

  • Análise comparativa.

  • Conciliação de saldos.

  • Conciliação entre contas.

  • Comprovações e inspeções documentárias.

  • Inspeções físicas (em estoques, por exemplo).

  • Confirmação com terceiros.

  • Indagações e perguntas (funcionários, clientes, fornecedores...).

  • Observação da conformidade das rotinas com o fluxograma.

  • Apreciação de cifras.

publicado por ojpeao às 18:08

Setembro 17 2012

A contabilização e o acesso aos ativos não podem ser feitos por um mesmo funcionário. Essas funções, devido a possibilidade de manipulação de factos que possam encobrir fraudes, devem ser segregados.

 

Alguns exemplos de incompatibilidade entre as funções:

 

a)    Compras e Recebimentos de bens – O funcionário poderia incluir um processo de compra falso no sistema, evidenciar o recebimento do bem que não entrou na empresa e posteriormente se beneficiar com o produto do pagamento.

 

b)    Contabilidade e contas a pagar – O empregado poderia incluir um documento falso no sistema, contabilizá-lo e liberá-lo para pagamento na área financeira e posteriormente se beneficiar com o produto do pagamento.

 

c)    Contabilidade e Custódia de bens – Poderia contabilizar um bem como despesa para se apropriar dele indevidamente.

 

d)    Recebimento de bens e contas a pagar – Poderia incluir um documento falso no sistema, liberá-lo para pagamento e posteriormente se beneficiar com o produto do pagamento.

 

Fonte: Patricia Mie M. Yoshida e Jorge A.G.Reis. Controlo Interno nas Empresas in http://biblioteca.univap.br/dados/INIC/cd/inic/IC6%20anais/IC6-20.PDF acedido a 16 de Setembro de 2012.

publicado por ojpeao às 16:32

Agosto 06 2012

Sobre a origem e evolução da auditoria aconselha-se a leitura dos textos contidos nos seguintes links:

 

1. Origem e evolução da auditoria

 

2. Origem e evolução da auditoria

 

3. Origem e evolução da auditoria

publicado por ojpeao às 15:55

Junho 13 2012

Comitê de auditoria é concebido como uma parte essencial no processo de supervisão - sempre em nome do conselho de administração - da integridade dos controles e procedimentos de apresentação de relatórios financeiros implantados pela administração para proteger os interesses dos acionistas e outras partes interessadas. Sua principal responsabilidade é de supervisionar em nome do conselho de administração. Cabe-lhe exercer a função de órgão de supervisão da gestão e dos processos internos para o conselho de administração. Essa sua função não deve ser confundida com a função do conselho fiscal, pois a função deste, conforme a lei é a de fiscalização do acionista.

Por que os comitês de auditoria são importantes?

 

VEJA O TEXTO INTEIRO CLICANDO AQUI.

 

FONTE: Sandra Regina da Luz Inácio. A Importância do Comitê de Auditoria. In Artigos.com.

publicado por ojpeao às 11:18

Maio 28 2012

A Lei Sarbanes Oxley de 2002 também conhecida como Public Company Accounting Reformand Investor Protection Actof 2002 e comumente chamada SOX ou SarBox, sancionada em 30 de julho de 2002, é uma lei federal dos USA em resposta aos inúmeros escândalos corporativos e contábeis de grandes proporções o corridos na época.

 

Leia mais aqui.

publicado por ojpeao às 09:41

Maio 28 2012

São muitas as razões que configuram a necessidade
da Auditoria Interna para as empresas:

  • Para garantir que os procedimentos internos e as rotinas de trabalho sejam executados de forma a atender os objetivos da entidade e às diretrizes da alta administração;
  • Porque atesta a integridade fidedignidade dos dados contábeis e das informações gerenciais que irão subsidiar as tomadas de decisão dos dirigentes;
  • Por salvaguardar os valores e ativos da entidade;
  • Porque, mesmo com todos os controles perfeitos, ainda existiriam pessoas em seus quadros funcionais sujeitas as naturais fraquezas humanas, para as quais quase não existem controlos;
  • Por permitir a análise dos dados com isenção e independência;
  • Porque assessora a administração no desempenho de suas funções e necessidades, fortalecendo o controlo interno;
  • Porque assessora a administração no desempenho de suas funções e necessidades, fortalecendo o controlo interno;
  • Por sua importância como órgão de assessoria, servindo como “olhos e ouvidos” de seus dirigentes;
  • Porque colabora com o fortalecimento dos controles internos e ajuda a agregar valor aos produtos;
  • Porque assegura á alta administração que as diretrizes administrativas e de ordem legal estão sendo cumpridas adequadamente, para fins de acompanhamento de fatores críticos de sucesso;
  • Por avaliar os controlos internos da empresa. A sua inexistência, a médio e longos prazos, poderia ocasionar a deterioração dos controles internos de uma maneira geral;
  • Porque a Auditoria Interna traduz-se num dos braços da alta administração;
  • Por ser obrigatória sob os aspectos legal e estatutário.

 

Conteúdo editado em
02/02/2012, acesse atualizações no link abaixo.

Fonte:
Curso -
Formação de Auditores Internos, para acessar mais assuntos
atualizados,
clique aqui.

 

Adaptdo
por ojpeao de http://www.portaldeauditoria.com.br/auditoria-interna/necessidade-da-auditoria-interna.htm
acedido a 28 de Maio de 2012.

publicado por ojpeao às 09:33

Espaço promovido com o intuito de fornecer alguma informaçao aos interessados em Auditoria e Iniciantes no conhecimento da mesma. Especialmente para os estudantes que me têm como coordenador nesta área de conhecimento. Dúvidas, ojpeao@hotmail.com
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