Auditando - Odibar J. Lampeao

Março 11 2016

 

Texto extraído do site www.endeavorbrasil.com.br

 

Como estabelecer uma auditoria torna sua empresa mais preparada para crescer?

 

Nós já sabemos que a entrada de um acionista é como um casamento, certo? E qualquer casamento tem base na confiança. Para que um investidor ou uma instituição bancária aplique seu dinheiro em uma determinada empresa, é preciso que tenha informações confiáveis, principalmente das áreas financeira e contábil, para saber se o investimento é seguro e rentável. A credibilidade, então, passou a vigorar como um valor indispensável para qualquer organização. É dessa necessidade que a auditoria foi introduzida na contabilidade, sendo uma das formas de assegurar a eficiência na aplicação de recursos.

Entenda a seguir a importância da auditoria em qualquer empresa, seus impactos no controle e na administração do negócio, bem como a importância para a obtenção de recursos externos já no início da empresa.

 

Auditoria Interna e Auditoria Externa: entenda as diferenças

 

Antes de falarmos a respeito dos motivos pelos quais auditoria deve fazer parte da sua realidade, é fundamental entendermos as diferenças entre esses dois tipos de auditoria. Em primeiro lugar, temos a auditoria interna, que é realizada pela própria empresa, através de um corpo contábil especializado para a função. É importante deixar claro que, apesar de ser possível elaborar equipes com profissionais de diferentes áreas para esse tipo de auditoria, as normas da área de contabilidade exigem que o trabalho seja elaborado por um contador, por isso, sua presença é indispensável para auditar a empresa.

 

Do ponto de vista departamental, a auditoria interna funciona como um setor de linha staff, isto é, são colaboradores que auxiliam a administração ou o Conselho Administrativo na tomada de decisões. Sua função é avaliar o patrimônio da empresa e os sistemas de controle interno (contábil), para, desta forma, sugerir melhorias nos processos ou alertar riscos, tornando a empresa mais segura do ponto de vista contábil e financeiro. Ou seja, estamos nos referindo a verdadeiros consultores, que precisam de independência para exercer suas funções e autonomia para elaborarem relatórios confiáveis e isentos.

 

A auditoria externa, como o próprio nome já sugere, é realizada por uma empresa contratada. Ao contrário da auditoria interna, a auditoria externa não tem como principal objetivo auxiliar a administração do negócio, e sim atestar de que, na empresa, não existem quaisquer tipos de fraudes ou erros que possam causar um impacto significativo na sua saúde financeira e contábil. Fazem, portanto, uma avaliação das demonstrações contábeis do empreendimento. Outra diferença está no público a que as informações são destinadas — acionistas, bancos, dentre outros — que precisam dessas informações para ter maior segurança durante a realização de investimentos. Vale complementar que, para empresas de capital aberto, esse tipo de auditoria é obrigatório pela lei das SA.

 

Por que começar uma auditoria na empresa?

 

Infelizmente, ainda há certo misticismo em torno do trabalho e da função do auditor, principalmente quando consideramos as empresas de pequeno e médio porte. Muitos ainda não conhecem os benefícios desse tipo de serviço e, por isso, preferem não estruturar uma auditoria interna ou contratar uma auditoria externa para atestarem a qualidade dos seus processos contábeis e financeiros. Esse pode ser o tipo de diferencial que está faltando na sua empresa! Por isso, elaboramos três fatos importantes sobre a auditoria que todo empreendedor deveria saber. Confira!

 

  1. Auditoria não é exclusividade das grandes empresas

 

Por se tratar de uma obrigatoriedade das SA, muitos pequenos e médios empreendedores acreditam que a auditoria é uma exclusividade das grandes empresas, quando isso não é verdade. De acordo com o IBGE, o descontrole financeiro e contábil é o motivo que leva a grande maioria das empresas a fechar as portas. Informação é o trunfo do empreendedor, bem como o controle financeiro. Ao contar com uma auditoria, ele estará criando as bases para a empresa sobreviver em um mercado cada vez mais competitivo, além, é claro, de ter mais segurança durante a prestação de informações tributárias para o Fisco.

 

  1. Auditoria externa torna a empresa mais confiável

 

Como vimos anteriormente, as informações levantadas pela auditoria externa têm como destinatário o público externo, como bancos e acionistas. Mesmo se uma empresa ainda não tiver capital aberto, esse tipo de “atestado” pode auxiliar a conseguir financiamentos e empréstimos de instituições financeiras com muito mais facilidade e, em muitos casos, até mesmo com juros reduzidos. Isso porque essas instituições trabalham com riscos e, quanto mais garantias o empreendedor oferecer, menores serão as taxas e os juros em cima das operações.

 

  1. A auditoria ajuda a preparar sua empresa para o futuro

 

Por fim, a grande maioria dos empreendedores sonham com a ampliação dos seus negócios, e, por esse motivo, é importante estar preparado, desde cedo, para as atender as necessidades futuras do empreendimento. Quanto mais cedo for iniciado o processo de auditoria externa e interna, mais cedo seu negócio estará preparado para enfrentar esses novos desafios e mais fácil será o processo de transição de um estado para o outro. Aliás, existem empresas especializadas no atendimento de auditoria para pequenas e médias empresas, com custos em conta para o empreendedor.

Você já estabeleceu uma auditoria interna ou externa para a sua empresa? Esse pode ser o caminho para que o seu negócio ganhe competitividade no mercado!

 

Fonte: Endeavor Brasil. Auditoria: 3 motivos para pensar nela desde cedo. Disponível em <https://endeavor.org.br/auditoria-motivos-cedo/?&esvt=102-GOBRb8668&esvq=%2Bauditoria&esvadt=999999-1510-422-1&esvcrea=84531776005&esvplace=&esvd=c&esvaid=50078&gclid=CjwKEAiA9om3BRDpzvihsdGnhTwSJAAkSewLzMa6egEACvRZ2Xu_wO1ktfkQYZXHkhzL9CC5L6ouohoCPMjw_wcB> Acesso em 11.03.2016.

 

publicado por ojpeao às 16:21

Março 08 2016

Assista esse video partilhado do Youtube onde penso que a apresentadora deixa clara a ideia de auditoria e o seu porquê, bem como sugere elementos diferenciadores para percepcao de auditoria externa e auditoria interna.

 

 

publicado por ojpeao às 16:35

Novembro 25 2014

Uma auditoria é uma revisão das demonstrações financeiras, sistema financeiro, registros, transações e operações de uma entidade ou de um projeto, efetuada por contadores, com a finalidade de assegurar a fidelidade dos registrose proporcionar credibilidade às demonstrações financeiras e outros relatórios da administração.

 

A auditoria também identifica deficiências no sistema de controle interno e no sistema financeiro e apresenta recomendações para melhorá-los

 

As auditorias podem diferir substancialmente, dependendo de seus objetivos, das atividades para os quais se utilizam as auditorias e dos relatórios que se espera receber dos auditores.

 

Em geral, as auditorias podem ser classificadas em três grupos:

 

  1. auditoria financeira;
  2. auditoria de cumprimento e
  3. auditoria operacional.

 

AUDITORIA FINANCEIRA

No caso da auditoria financeira, há interesse na auditoria das demonstrações financeiras da entidade como um todo.

O objetivo geral de uma auditoria  das demonstrações financeiras é fazer com que o auditor expresse uma opinião sobre se as demonstrações financeiras estão razoavelmente apresentadas de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceitos.

 

AUDITORIA DE CUMPRIMENTO E OPERACIONAL

 

A auditoria de cumprimento e a auditoria operacional têm objetivos específicos e podem ou não estar relacionadas à contabilidade de uma entidade. Normalmente, a contabilidade é base destes exames. Daí sua importância para diferentes usuários e objetivos.

 

A auditoria de cumprimento engloba a revisão, comprovação e avaliação dos controles e procedimentos operacionais de uma entidade.

 

A auditoria operacional é um exame mais amplo da administração, recursos técnicos e desempenho de uma organização. O propósito desta auditoria é medir o grau em que as atividades da entidade estão alcançando seus objetivos.

 

Fonte: Portal de contabilidade - acedido a 25 de Novembro de 2014; Disponivel em http://www.portaldecontabilidade.com.br/obras/auditoria.htm 

publicado por ojpeao às 16:54

Novembro 05 2012

Atualmente distingui-se claramente duas correntes de estudos, a norte-americana e a européia.

 

O termo contabilidade criativa é originalmente americano earnings management, todavia as correntes de estudo traduzem de forma distinta tal termo, a européia por exemplo, traduz earnings management como contabilidad creativa e a norte-americana como gerenciamento de resultados.

 

As traduções, além de serem distintas, possuem conotações diferentes, os que a consideram uma manipulação propriamente dita, com a finalidade exclusiva de alteração da real situação patrimonial, financeira e/ou econômica da entidade, utilizam o termo contabilidade criativa. Enquanto os que acreditam que a sua aplicabilidade consiste em uma estratégia contábil, decorrente de um conhecimento considerável da matéria em questão, e não um manejo das contas, adotam o termo gerenciamento de resultados.

 

Veja mais em Wikipedia;

 

Sobre o tema pode ler ainda:

 

1. Contabilidade criativa

2. Contabilidade criativa 

3. Conabiliddade ciriava

publicado por ojpeao às 16:38

Outubro 01 2012

 

Num sentido amplo, uma fraude é um esquema ilícito ou de má fé criado para obter ganhos pessoais, apesar de ter, juridicamente, outros significados legais mais específicos. (Wikipedia).

Em Direito Penal, fraude é o crime ou ofensa de deliberadamente enganar outros com o propósito de prejudicá-los, usualmente para obter propriedade ou serviços dele ou dela injustamente. Fraude pode ser efetuada através de auxílio de objetos falsificados (Ibid).

O termo fraude aplica-se a atos voluntários de omissão e manipulação de transações e operações, adulteração de documentos, registros, relatórios e demonstrações contábeis, tanto em termos físicos quanto monetários, que é diferente do erro que é o termo erro aplica-se a atos involuntários de omissão, desatenção, desconhecimento ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis, bem como de transações e operações da Entidade, tanto em termos físicos quanto monetários (http://www.congressousp.fipecafi.org/artigos12004/380.pdf).

 

As fraudes internas podem normalmente ser divididas em duas grandes famílias:
(http://www.fraudes.org/)

a) Fraudes com registro nos livros contábeis.

Desta categoria fazem parte as fraudes que afetam diretamente o fluxo contábil ou de caixa da empresa. Exemplos são fraudes nos seguintes moldes:

  • faturamentos irregulares (serviços não prestados, mercadorias não entregues,      superfaturamento etc...);

  • lançamento de pagamentos indevidos ou fictícios;

  • reembolsos irregulares ou falsos (por viagens, despesas, ...);

  • alterações, desvios e/ou roubos nos estoques de mercadorias ou nos bens da empresa;

  • troca de dinheiro da empresa por recebíveis (muitas vezes pouco líquidos);

  • lançamento de gastos "de consumo" irregulares;

  • omissões ou falsificações nos registros de operações contábeis ou de recebimentos;

  • falsificação de faturas ou documentos contábeis;

  • operações financeiras irregulares.

Na maioria dos casos, este tipo de fraude pode ser detectado no momento dos pagamentos, ou seja da saída do dinheiro da empresa para a estrutura dos fraudadores.

Auditorias contábeis e internas bem executadas e profundas também costumam detectar este tipo de fraudes ou pelo menos seus indícios.

b) Fraudes sem registro nos livros contábeis.

Desta categoria fazem parte todas as fraudes que não afetam diretamente o fluxo normal da contabilidade. Exemplos são fraudes nos seguintes moldes:

  • descontos      excessivos ou indevidos à clientes;

  • frequentes      vendas em dinheiro (com descontos não transparentes e/ou sem emissão de      nota fiscal e/ou sem o devido registro contábil) com desvio do valor;

  • descontos      de fornecedores não repassados à empresa;

  • corrupção geral;

  • ganho      de comissões em troca de vantagens junto à empresa;

  • desvio      de clientes ou negócios da empresa para outra entidade (própria ou de terceiros);     

  • negociações      de créditos ou dívidas;

  • concessões      e benefícios em favor de "amigos" ou outros tipos de conflito de      interesses.

 

Este tipo de fraude envolve normalmente valores mais elevados que os das fraudes do tipo anterior.
Também é comum que este tipo de fraudes se repita regularmente e sem ser detectado ao longo de muito tempo.

Uma importante fonte para detectar este tipo de fraudes são pesquisas juntos à clientes e fornecedores e/ou informações recebidas por estes.

 

 

Entre os meios mais eficazes para prevenir e combater as fraudes internas recordarei os seguintes (http://www.fraudes.org/):

  • Analise dos fluxos operacionais e identificação prévia dos pontos de risco para sucessivo intenso monitoramento e adoção de outras medidas preventivas.

  • Realização de frequentes e rigorosas auditorias "específicas para fraudes", nas áreas de negócios sensíveis.

  • Troca periódica (a cada dois ou três anos no máximo), ou rotação, dos auditores.     

  • Criaçãode um apropriado manual de normas e procedimentos internos, a ser aplicado pelos funcionários em todas as funções sensíveis.

  • Estruturação de um sistema de administração e monitoramento eficientes com troca e verificação constante e redundante de informações entre os vários departamentos.

  • Rotação frequente, quando possível, de funcionários em posições sensíveis a fraudes.

  • Criação de equipas para condução de funções chave e sensíveis a fraudes, eliminando estruturas de decisão e centros de controlo independentes.

  • Estruturação de uma adequada política de alçadas, autorizações e controles em todas as funções sensíveis (por exemplo no uso de senhas para operações bancárias      via internet).

  • Monitoramento de mudanças repentinas e/ou injustificadas no estilo de vida ou comportamento de funcionários responsáveis por posições sensíveis.

  • Atenção a eventuais indícios de vícios (jogo, drogas, álcool etc...) dos  funcionários.

  • Comparação periódica de dados e informações administrativas e operacionais com as médias de períodos anteriores (anos, semestres etc...), com as médias de diferentes departamentos e unidades e com as médias de mercado para as      áreas equivalentes e homogêneas.

  • Adoção de regras de segurança no projeto e desenvolvimento dos sistemas informativos internos.

  • Atenção à reclamações de fornecedores ou clientes que possam ter origem em      comportamentos fraudulentos de funcionários.

 

Na hora de uma primeira auditoria de fraudes ou fiscalização contábil, é importante procurar e prestar atenção, pelo menos, aos seguintes pontos:

  • Omissão  de lançamentos em registros.

  • Lançamentos falsos em registros.

  • Anotações falsas em registros.

  • Erros nos cálculos em registros.

  • Destruição ou "perda" de documentos.

  • Falta de documentos.

  • Existência de documentos falsos.

  • Alteração de documentos originais.

  • Duplicidade de documentos ou lançamentos.

  • Falta de depósitos bancários ou caixa.

  • Aumentos repentinos de custos ou despesas médias.

  • Diminuição repentina de receitas médias.

  • Pagamentos irregulares ou fictícios.

  • Manutenção de dois jogos de livros de registro.

  • Rasuras e espaços brancos nos registros.

 

Além disso, vale lembrar resumidamente algumas das mais úteis ferramentas para a detecção e combate as fraudes internas:

  • Análise comparativa.

  • Conciliação de saldos.

  • Conciliação entre contas.

  • Comprovações e inspeções documentárias.

  • Inspeções físicas (em estoques, por exemplo).

  • Confirmação com terceiros.

  • Indagações e perguntas (funcionários, clientes, fornecedores...).

  • Observação da conformidade das rotinas com o fluxograma.

  • Apreciação de cifras.

publicado por ojpeao às 19:08

Setembro 17 2012

A contabilização e o acesso aos ativos não podem ser feitos por um mesmo funcionário. Essas funções, devido a possibilidade de manipulação de factos que possam encobrir fraudes, devem ser segregados.

 

Alguns exemplos de incompatibilidade entre as funções:

 

a)    Compras e Recebimentos de bens – O funcionário poderia incluir um processo de compra falso no sistema, evidenciar o recebimento do bem que não entrou na empresa e posteriormente se beneficiar com o produto do pagamento.

 

b)    Contabilidade e contas a pagar – O empregado poderia incluir um documento falso no sistema, contabilizá-lo e liberá-lo para pagamento na área financeira e posteriormente se beneficiar com o produto do pagamento.

 

c)    Contabilidade e Custódia de bens – Poderia contabilizar um bem como despesa para se apropriar dele indevidamente.

 

d)    Recebimento de bens e contas a pagar – Poderia incluir um documento falso no sistema, liberá-lo para pagamento e posteriormente se beneficiar com o produto do pagamento.

 

Fonte: Patricia Mie M. Yoshida e Jorge A.G.Reis. Controlo Interno nas Empresas in http://biblioteca.univap.br/dados/INIC/cd/inic/IC6%20anais/IC6-20.PDF acedido a 16 de Setembro de 2012.

publicado por ojpeao às 17:32

Agosto 06 2012

Sobre a origem e evolução da auditoria aconselha-se a leitura dos textos contidos nos seguintes links:

 

1. Origem e evolução da auditoria

 

2. Origem e evolução da auditoria

 

3. Origem e evolução da auditoria

publicado por ojpeao às 16:55

Espaço promovido com o intuito de fornecer alguma informaçao aos interessados em Auditoria e Iniciantes no conhecimento da mesma. Especialmente para os estudantes que me têm como coordenador nesta área de conhecimento. Dúvidas, ojpeao@hotmail.com
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