Auditando - Odibar J. Lampeao

Março 31 2009

Em 1992, o comité das organizações patrocinadoras da Treadway Commission (COSO) elaborou um relatório que ficaria como marco para o controlo interno - para o estabelecimento de sistemas de controlo interno e para a determinação da sua eficácia.

 

De acordo com o COSO, os três principais objectivos de um sistema de controlo interno são assegurar:

  • Operações eficientes e eficazes;
  • Relatórios financeiros correctos;
  • Conformidade com as leis e regulamentos.

O COSO também destaca cinco componentes essenciais de um sistema de controlo interno eficaz:

1. Ambiente de controlo. Estabelece a base para o sistema de controlo interno através do fornecimento de disciplina e estrutura fundamentais.

2. Avaliação do risco. Envolve a identificação e a análise pela gestão - não pelo auditor interno - dos riscos relevantes para o alcance dos objectivos predeterminados.

3. Actividades de controlo, ou políticas, procedimentos e práticas. Asseguram que os objectivos de gestão são alcançados e que as estratégias de mitigação dos riscos são implementadas.

4. Informação e comunicação. Suporta todos os outros componentes de controlo através da comunicação das responsabilidades de controlo aos empregados e através do fornecimento de informação que permita às pessoas o cumprimento das suas responsabilidades.

5. Monitorização. Abarca a supervisão externa dos controlos internos por parte da gestão ou de outras partes externas ao processo. Também pode consistir na aplicação de metodologias independentes (como procedimentos costumizados ou listas de verificação standard) por parte dos empregados envolvidos num processo.

Entre as vantagens das auditorias baseadas no COSO, podemos destacar cinco:

  • Eficácia. O teste de todas as cinco componentes de controlo COSO fornece uma base sólida para determinar o grau de garantia fornecido pelos controlos.
  • Eficiência. O enfoque numa categoria de objectivos COSO protege contra o problema de uma abrangência indefinida (algo que normalmente acarreta custos elevados).
  • Possibilidade de comparação. A utilização de uma framework de auditoria e de um sistema de avaliação comum permite a comparação entre controlos de de diferentes segmentos de negócio.
  • Comunicação. A integração de critérios COSO nas conversações com os clientes permite melhorar a sua compreensão dos conceitos de controlo.

Comité de auditoria. Os relatórios baseados na framework COSO ajudam a visualizar os pontos fortes e os pontos fracos do sistema de controlo interno

 

Fonte: http://www.sinfic.pt/SinficNewsletter/sinfic/Newsletter42/Dossier2COSO.html acedido a 31.03.2009

publicado por ojpeao às 13:32

Março 31 2009

1.1  Conceito

 

“Contabilidade é a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, de controlo e de registro relativos aos actos e factos da administração econômica”

 

Através  das suas funções, controlo e registro, ela alcança sua finalidade que é de orientar o administrador sobre as alterações ocorridas no Patrimônio, geradas pela sua actuação e controlar o movimento de todas as alterações através de registro próprios e sistematizados que chamamos de escrituração.

 

 

1.2  Objetivo

 

Poucos sabem que um dos objetivos da contabilidade é simplesmente o de preparar relatórios para os administradores ou a terceiros (Fornecedores, Bancos ou Autoridades Fiscais) sobre os a fim de ajudar na analise e nas decisões da empresa, seja ela com ou sem fins lucrativos.

 

Objetivo este atualmente totalmente distorcido pelo fisco (atualmente profissionais da área de contabilidade passam mais de 70% do seu tempo cumprindo obrigações impostas pelos governos, tais como preenchimento de declarações).

 

 

1.3  Campo de Aplicação

 

O campo de actuação da contabilidade é o das entidades com fins lucrativos (empresas) ou sem fins lucrativos (instituições).

 

A Contabilidade deixou de ser um simples instrumento de registro e de controlo, para desempenhar um papel muito mais importante na vida da administração de uma entidade, ou seja é hoje a Contabilidade  um poderoso instrumento que dispõe o administrador do patrimônio para a tomada de decisões.

 

 

1.4  Principais Usuários da Contabilidade

 

Não só os administradores utilizam os relatórios que a Contabilidade fornece, outras pessoas, órgãos e empresas também a utilizam como ferramenta.

 

Com a contabilidade de uma empresa você também consegue extrair informações que nos mostrará números, e através deles, podermos analisar como a empresa está (uma boa situação financeira ou não).

 

Acontece que analisando um balanço você tem condições de tomar conhecimento de praticamente quase todas essas informações. 

 

Baseado nessas e outras situações diversas pessoas tem interesses nos relatórios contábilisticos, tais como:

Ü  Os donos da empresa que não participam de sua administração.

Para que? Para poder saber quanto a empresa esta conseguindo lucrar.

 

Ü  Os administradores da empresa.

Para que? Para saber a sua saúde financeira e como melhorá-la.

 

Ü  Os Bancos e Financeiras.

Para que? Para saber se concederem um empréstimo a uma empresa, ela terá condições de pagar.

 

Ü  Os sindicatos.

Para que? No caso de um sindicato dos empregados para saber se podem pedir um percentual de aumento maior para os funcionários.

 

Ü  O Governo em geral.

Para que? Para saber se podem tributar mais, ou se devem reduzir a tributação.

 

 

Fonte: http://www.maph.com.br/artigos.php?id_artigo=334 acedido a 30.03.09

 

publicado por ojpeao às 12:30

Março 30 2009

O procedimento de contraditório consiste em dar conhecimento prévio das asserções, conclusões e recomendações provisórias, possibilitando que as entidades auditadas ou visadas sobre elas livremente se possam pronunciar, confirmando-as ou contestando-as, ou aduzindo informações e dados novos ou complementares que melhor esclareçam os factos ou pressupostos em que aquelas assentam ou devam assentar.

 

Deste modo, tais asserções, conclusões e recomendações, a mencionar nos relatórios da [Auditoria] na sua forma definitiva, devem beneficiar já do acrescido rigor que lhes advém do facto de terem sido testadas pelo confronto com as entidades auditadas ou visadas, a que as mesmas respeitam.

 

Assim se conseguirá maior operacionalidade na tramitação e decisão dos relatórios, pois se possibilita que estejam esclarecidas de antemão quais as questões que reúnem consenso das partes e quais aquelas que são objecto de divergências e, neste caso, quais as respectivas razões e fundamentos.

 

A consequente maior certeza e celeridade na tomada de decisões finais sobre os relatórios da [Auditoria] pela entidade competente, aliada ao facto de o conhecimento antecipado das situações anómalas possibilitar que as entidades auditadas ou visadas adoptem desde logo as medidas correctivas necessárias, potencia a eficácia global das acções da [Gestão], na medida em que permite atingir de modo mais efectivo, rápido e fácil os seus objectivos que são afinal a necessária adequação das situações e procedimentos carecidos de correcção.

 

O procedimento de contraditório acima referido baseia-se nos princípios da boa fé, da colaboração e do interesse mútuo entre auditores e auditados, e exerce-se sem prejuízo de qualquer outro procedimento ou meio de defesa legalmente previstos.

 

Fonte: Baseado no Despacho n.º 661/99 (2.ª série) e art.º 17.º do Decreto-Lei n.º 249/98, de 11 de Agosto, Ordenamento jurídico português, referente a Inspecção Geral de Finanças.

 

Nota: não me responsabilizo pela citação deste documento a partir da pagina Auditando. Estes testos são apenas para enriquecimento do conhecimento no âmbito dos propósitos da pagina.

 

publicado por ojpeao às 12:06

Março 30 2009

O termo auditor no latim, como substantivo, tinha o sentido apenas de significar "aquele que ouve, ou "ouvinte", nada podendo configurar que viria ser adoptado para representar aquele que daria opinião sobre algo que comprovou ser verdade ou não. Sá (2002) diz que "A denominação Auditor é antiga, mas não se conhece ao certo sua origem nem a data precisa em que se consagrou, admitindo-se que pudesse ter sido adotada por volta do século XIII, na Inglaterra, no reinado de Eduardo I, O termo auditor no latim, tem o significado de aquele que ouve ou ouvinte".

 
A origem da auditoria externa ou independente surgiu como um foco da evolução do capitalismo, sendo que no principio as empresas eram exclusivamente fechadas e a participação em seu capital sucedia de um grupo familiar. Devido a grande expansão do mercado e a muitas concorrências surgiu a necessidade de expansão e crescimento para que as empresas conseguissem suportar o mercado e ampliar seus negócios garantindo a fidelidade de seus clientes. Segundo Almeida (1996) "Com a expansão do mercado e o acirramento da concorrência, houve a necessidade de a empresa ampliar suas instalações fabris e administrativas, investir no desenvolvimento tecnológico e aprimorar os controlos e procedimentos internos em geral, principalmente visando à redução de custos e, portanto, tornando mais competitivos seus productos no mercado".

 

Sá (2002) retrata que "A Revolução Industrial, operada na segunda metade do Século XVII, imprimiu novas directrizes às técnicas contábilisticas e especialmente às de auditoria, visando atender às necessidades criadas com o aparecimento de grandes empresas. Como consequência as demonstrações contábilisticas passaram a ter importância muito grande para os futuros aplicadores de recursos, como medida de segurança contra a possibilidade de manipulação de informações. Almeida (1996) descreve que os futuros investidores passaram a exigir que as demonstrações fossem examinadas por um profissional independente da empresa e de reconhecida capacidade técnica, surgindo então a profissão do auditor devido o conhecimento e técnica em examinar as demonstrações contábilisticas da empresa e emitir sua opinião sobre estas, é o auditor externo ou independente.

 

Fonte: Antonio R. Chiquito in http://www.contabeis.com.br/artigos.aspx?id=63 acedido a 30.03.2009

 

publicado por ojpeao às 11:13

Março 27 2009

É o procedimento substantivo de auditoria realizado junto a fontes independentes externas à empresa auditada, como por exemplo, clientes, fornecedores, bancos, advogados etc., cujas informações e ou resultados geralmente consubstanciam em evidência corroborativa no trabalho do auditor externo.

publicado por ojpeao às 16:10

Março 27 2009

As quatro normas de relato geralmente aceites são as seguintes:

 

a.       O relatório deve declarar se as demonstrações financeiras estão apresentadas em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites.

 

b.      O relatório deve identificar as circunstâncias em que esses princípios não tenham sido observados de forma consistente no período corrente, em relação ao período anterior.

 

c. A informação revelada nas demonstrações financeiras deve ser considerada razoavelmente suficiente, excepto se o contrário for afirmado no relatório.

 

d.      O relatório deve exprimir um parecer relativo às demonstrações financeiras, no seu todo, ou uma justificação que explique porque não pode ser exprimido um parecer. Sempre que um parecer geral não possa ser emitido, devem apresentar-se as razoes para tal. Sempre que o nome de um auditor esteja associado a demonstrações financeiras, o relatório devem incluir uma indicação indubitável da natureza do trabalho do auditor, se algum, e do grau de responsabilidade que o auditor assume.

 

 

Do mesmo modo acrescenta-se que:

Os relatórios de auditoria devem declarar que a auditoria foi efectuada em conformidade com as normas geralmente aceites.

 

Ao emitir um parecer ou uma renúncia de parecer sobre demonstrações financeiras, os auditores devem incluir nos seus relatórios sobre as demonstrações financeiras (1) uma descrição do âmbito dos testes realizados pelos auditores ao controlo interno do relato financeiro e à conformidade com as leis, regulamentos e disposições contratuais ou de acordos de subsídio, bem como os resultados desses testes ou um parecer, caso tenha sido executado trabalho suficiente, ou (2) referência a outros relatórios separados que contenham essa informação. Caso os auditores relatos separadamente, o parecer ou a renúncia devem incluir uma referência ao relatório separado que contenha esta informação, bem como declarar que o relatório separado é parte integrante da auditoria e deve ser considerado ao avaliar os resultados desta.

 

Para auditorias financeiras, incluindo auditorias a demonstrações financeiras acerca das quais o auditor emite ou parecer ou uma renúncia, os auditores devem relatar, consoante o relevante para os objectivos da auditoria, (1) deficiências do controlo interno consideradas como condições relatáveis, tal como definido pelas normas, (2) todos os casos de fraude e actos ilegais, excepto se forem claramente inconsequentes, e (3) violações significativas de disposições contratuais ou de acordos de subsídio, e abuso. Sob algumas circunstâncias, os auditores devem relatar a fraude, actos ilegais, violação de disposições contratuais ou de acordos de subsídio, e abuso directamente a partes externas à entidade auditada.

 

Se o relatório de auditoria revelar deficiências de controlo interno, fraude, actos ilegais, violação de disposições contratuais ou de acordos de subsídio, ou abuso, os auditores deverão recolher e relatar o ponto de vista dos quadros responsáveis relativamente a tais constatações, conclusões e recomendações, bem como sobre as medidas correctivas planeadas.

 

Se determinada informação relevante não puder ser publicamente revelada, o relatório de auditoria deve referir a natureza da informação omitida e o requisito que torna tal omissão necessária.

 

publicado por ojpeao às 16:05

Março 27 2009

CONCEITO:

 

Toda A Documentação, Preparada Ou Obtida Pelo Auditor, Relacionada Com A Realização De Uma Auditoria.

PAPÉIS DE TRABALHO

 

OBJECTIVOS:

 

Quando Adequadamente Preparados São Importantes Por Vários Motivos:

q       Constituem Um Meio De Prova Para O Auditor

Þ    Ao confirmarem e fundamentarem os pareceres e relatórios do Auditor

  

q       Constituem Uma Protecção À Integridade Profissional Do Auditor:

Þ    Provando que o trabalho se desenvolveu em conformidade com as normas de auditoria

Þ    Proporcionando provas do trabalho realizado

 

q       Facilitam:

 

Þ    A supervisão do trabalho de auditoria

Þ    O desenvolvimento profissional do Auditor

Þ    O planeamento e a execução das auditorias posteriores na mesma entidade ou noutras semelhantes:

¨     Levantamento dos sistemas de controlo interno

¨     Identificação das áreas críticas

¨     Tempos utilizados

 

q       Constituem Importante Fonte De Informação

Þ    Para estudos ou para responder a consultas da entidade auditada, do Governo e/ou de outros órgãos institucionais

 

NOTA:

Os Papéis De Trabalho Deverão Permitir Que Um Auditor Experiente, Sem Prévio Envolvimento Na Auditoria, Chegue Às Mesmas Conclusões Das Produzidas No Relatório.

 

publicado por ojpeao às 15:48

Espaço promovido com o intuito de fornecer alguma informaçao aos interessados em Auditoria e Iniciantes no conhecimento da mesma. Especialmente para os estudantes que me têm como coordenador nesta área de conhecimento. Dúvidas, ojpeao@hotmail.com
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