Auditando - Odibar J. Lampeao

Março 06 2009

A origem da auditoria foi, em muito, discutida de forma rigorosa pelos especialistas, mas, no entanto, ainda torna-se importante relacioná-la com o início das actividades económicas desenvolvidas pelo homem, conforme retrata Boynton et.al (2002):

 

“Auditoria começa em época tão remota quanto à

contabilidade. Sempre que o avanço da civilização tinha

implicado que a propriedade de um homem fosse

confiada, em maior ou menor extensão, a outra, a

desejabilidade da necessidade de verificação da

fidelidade do último, tornou-se clara”.

 

Assim, constata-se que, desde os primórdios, no antigo Egipto havia a necessidade de se ratificar as actividades praticadas, tais como a verificação dos registros de arrecadação de

impostos; e inspecções nas contas de funcionários públicos, estas na Grécia (BOYNTON et.al,2002).

 

Então percebe-se o porquê que o cargo de auditor foi criado na Inglaterra, em 1314, visto a potência económica desse país desde a época das colonizações, que se tornaria, séculos depois, o berço do capitalismo com a Revolução Industrial.

 

A grandeza económica e comercial da Inglaterra e da

Holanda, em fins do século passado, bem como dos

Estados Unidos, onde hoje a profissão é mais

desenvolvida, determinou a evolução da auditoria, como

consequência do crescimento das empresas, do aumento

de sua complexidade e do envolvimento do interesse da

economia popular nos grandes empreendimentos (Crepaldi, 2004: 105).

 

 

Assim, já ao alcançar um maior grau de evolução, a auditoria de empresas começou com a legislação britânica, promulgada durante a Revolução Industrial, em meados do século XIX (Boynton et.al 2002). A partir daí, pode-se elaborar um retrato de todo processo de evolução da auditoria.

 

O marco da necessidade de aprimoramento no sistema contabilístico e, por conseguinte, da auditoria, ocorreu em 1929, com a quebra da bolsa de valores de Nova Iorque, visto que muitas empresas não tinham transparência e consistência nos seus dados financeiros, contribuindo, assim, com a já conhecida crise mundial. Houve, a partir daí, a necessidade de se mitigar as falhas nas divulgações contabilísticas das empresas, tendo como um dos primeiros passos, a criação do Comité May, que atribuía regras para as instituições que tinham as suas acções negociadas em bolsa de valores, tornando-se obrigatória a auditoria independente das demonstrações contabilísticas.

 

Desta maneira, com o surgimento dos órgãos supracitados, a auditoria estaria mais do que nunca, se fundido, gradativamente, junto ao desenvolvimento económico mundial para o alcance do status de colaboradora para a continuidade das empresas, contribuindo directamente no aprimoramento do processo de governação corporativa, amenizando, assim, sua aparência histórica de somente gerar custos para a entidade.

 

Fonte:

MARCELA SOARES PACHECO

Universidade de São Paulo

marcela.sp@terra.com.br

DENIS RENATO DE OLIVEIRA

Universidade de São Paulo

denis.oliveira@usp.br

FABRÍCIO LA GAMBA

Universidade de São Paulo

fabriciogamba@terra.com.br

 

acedido a 6 de Março de 2009

publicado por ojpeao às 14:20

Espaço promovido com o intuito de fornecer alguma informaçao aos interessados em Auditoria e Iniciantes no conhecimento da mesma. Especialmente para os estudantes que me têm como coordenador nesta área de conhecimento. Dúvidas, ojpeao@hotmail.com
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