Auditando - Odibar J. Lampeao

Abril 03 2009

Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico – OECD (1999) Corporate Governance:

“é o sistema através do qual as organizações são dirigidas e controladas. A  estrutura do Corporate Governance especifica a distribuição dos direitos e das responsabilidades ao longo dos diferentes participantes na empresa – o conselho de administração, os gestores, os accionistas e outros intervenientes – e dita as regras e os procedimentos para a tomada de decisões nas questões empresariais.

 

Ao fazê-lo, fornece também a estrutura através da qual a empresa estabelece os seus objectivos e as formas de atingi-los e monitorizar a sua performance.”

 

O conceito de Corporate Governance foi-se desenvolvendo através de diferentes vias e um dos principais promotores foi a OCDE que construiu os princípios, permitindo que se estabeleçam os seus pilares fundamentais. Esses princípios apontados pela OCDE (2004)

estabelecem que o governo das sociedades:

 

envolve um conjunto de relações entre a gestão, o conselho de administração, os accionistas (shareholders) e os outros interesses (stakeholders) na empresa;

proporciona uma estrutura através da qual os objectivos da empresa, os meios para os atingir e medir são estabelecidos,

proporciona incentivos ao conselho de administração e à gestão para atingir os objectivos, os quais são do interesse da empresa, dos seus accionistas e restantes stakeholders.” (Almeida, 2005)

 

Estes princípios assumem-se como ponto de referência para que empresas e países desenvolvam os seus próprios princípios, obedecendo às suas especificidades e necessidades.

 

Assim, os objectivos do governo das sociedades podem ser resumidos da seguinte forma:

 

Melhorar o desempenho da organização;

Promover a gestão de risco;

Aumentar a confiança dos investidores no mercado de capitais;

Melhorar a reputação da organização através de melhor transparência e reporte da informação;

Apoiar a prevenção e detecção de comportamentos fraudulentos. (Almeida, 2005).

 

A temática da governação corporativa tem vindo, progressivamente, a ganhar visibilidade e notoriedade um pouco por todo o mundo, em particular com a lei de SOA2 nos estados Unidos que rapidamente se expandiu por todo o mundo e especificamente na Europa.

 

Em Portugal também se reflectiu essa expansão através das recomendações sobre o governo das sociedades emitidas pela entidade reguladora do mercado Bolsita.

Não sendo uma área totalmente nova, a conjuntura actual deu-lhe uma maior relevância, pelo que a definição de regras internas de funcionamento e tomada de decisão, equilíbrio das relações entre accionistas e investidores e a equipa de gestão, da ética empresarial e de controlo interno e gestão do risco, são prementes e críticas para as organizações.

 

Embora a governação corporativa seja definida e regulamentada de diferentes maneiras em todo o mundo, organizações de todas as dimensões, indústrias e países concordam quanto aos seus objectivos principais: auxiliar os líderes a manter organizações sustentáveis, merecedoras da confiança do mercado e capazes de retornar o valor do investimento aos seus accionistas.

 

Face às considerações apresentadas, pode-se enfatizar que a auditoria interna contribui para o modelo de governação corporativa ao:

 

actuar em áreas críticas da organização, promovendo a redução dos riscos de gestão;

fortalecer o sistema de controlo interno por meio de uma eficiente supervisão;

recomendar decisões que procurem solucionar falhas nos processos, melhorando o desempenho das organizações;

garantir credibilidade e transparência no processo de prestação de contas e confiança nas informações fornecidas;

provocar maior envolvimento e responsabilidade do órgão de gestão, órgão de fiscalização e Comité de Auditoria, frente às recomendações mencionadas nos seus pareceres e relatórios.

 

Com esta forma de actuação, a auditoria interna estará a contribuir para a consecução das metas previamente estabelecidas, ao contribuir para a preservação do património e maximização dos resultados da organização, enquadrando-se no modelo de governação corporativa, abordagem presente no próprio conceito de auditoria interna no que concerne aos processos de governance.

 

Fonte: Morais, Maria G. da Costa Tamborino. A IMPORTÂNCIA DA  UDITORIA INTERNA PARA A GESTÃO: CASO DAS EMPRESAS PORTUGUESAS. Pags 6 a 7, in www.congressocfc.org.br/hotsite/trabalhos_1/570.pdf acedido a 02 de Abril de 2009

 

publicado por ojpeao às 14:38

Saudacoes caro ojpeao , interessado no seu tema de escrita gostaria de trocar impressoes relativas ao mesmo, para tal envie-me 1 mail da sua parte.

obrigado
Erick Pinto e Costa a 23 de Outubro de 2009 às 08:49

Obrigado pelo comentário ....mande m um email para ojpeao@hotmail.com para que possamos interagir.... saudações
O J Lampeão
ojpeao a 3 de Novembro de 2009 às 15:52

Muito gosto em poder espressar-me.
Sou de Maputo e me estou a formar na area de contabilidade e auditoria,
me preocupo em investigar sobre todas as incidencias da auditoria,
minha paixao profissional,
pelo que gostaria de poder contar com a sua experiencia para,
mais e mais,
me lapidar.

Meus cumprimentos. HN
Héitor Nhamunne a 8 de Março de 2011 às 15:02

Obrigado Heitor. Terei o praser de, na medida do possivel, trocar experiencia ctg. cumprimentos.
ojpeao a 8 de Março de 2011 às 15:12

podemos interagir pelos contactos
htr88@hotmail.com
hnhamune.ymail.com
hnhamunne@gmail.com
Héitor Nhamunne a 8 de Março de 2011 às 15:05

Espaço promovido com o intuito de fornecer alguma informaçao aos interessados em Auditoria e Iniciantes no conhecimento da mesma. Especialmente para os estudantes que me têm como coordenador nesta área de conhecimento. Dúvidas, ojpeao@hotmail.com
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