Auditando - Odibar J. Lampeao

Março 30 2009

O procedimento de contraditório consiste em dar conhecimento prévio das asserções, conclusões e recomendações provisórias, possibilitando que as entidades auditadas ou visadas sobre elas livremente se possam pronunciar, confirmando-as ou contestando-as, ou aduzindo informações e dados novos ou complementares que melhor esclareçam os factos ou pressupostos em que aquelas assentam ou devam assentar.

 

Deste modo, tais asserções, conclusões e recomendações, a mencionar nos relatórios da [Auditoria] na sua forma definitiva, devem beneficiar já do acrescido rigor que lhes advém do facto de terem sido testadas pelo confronto com as entidades auditadas ou visadas, a que as mesmas respeitam.

 

Assim se conseguirá maior operacionalidade na tramitação e decisão dos relatórios, pois se possibilita que estejam esclarecidas de antemão quais as questões que reúnem consenso das partes e quais aquelas que são objecto de divergências e, neste caso, quais as respectivas razões e fundamentos.

 

A consequente maior certeza e celeridade na tomada de decisões finais sobre os relatórios da [Auditoria] pela entidade competente, aliada ao facto de o conhecimento antecipado das situações anómalas possibilitar que as entidades auditadas ou visadas adoptem desde logo as medidas correctivas necessárias, potencia a eficácia global das acções da [Gestão], na medida em que permite atingir de modo mais efectivo, rápido e fácil os seus objectivos que são afinal a necessária adequação das situações e procedimentos carecidos de correcção.

 

O procedimento de contraditório acima referido baseia-se nos princípios da boa fé, da colaboração e do interesse mútuo entre auditores e auditados, e exerce-se sem prejuízo de qualquer outro procedimento ou meio de defesa legalmente previstos.

 

Fonte: Baseado no Despacho n.º 661/99 (2.ª série) e art.º 17.º do Decreto-Lei n.º 249/98, de 11 de Agosto, Ordenamento jurídico português, referente a Inspecção Geral de Finanças.

 

Nota: não me responsabilizo pela citação deste documento a partir da pagina Auditando. Estes testos são apenas para enriquecimento do conhecimento no âmbito dos propósitos da pagina.

 

publicado por ojpeao às 12:06

Março 30 2009

O termo auditor no latim, como substantivo, tinha o sentido apenas de significar "aquele que ouve, ou "ouvinte", nada podendo configurar que viria ser adoptado para representar aquele que daria opinião sobre algo que comprovou ser verdade ou não. Sá (2002) diz que "A denominação Auditor é antiga, mas não se conhece ao certo sua origem nem a data precisa em que se consagrou, admitindo-se que pudesse ter sido adotada por volta do século XIII, na Inglaterra, no reinado de Eduardo I, O termo auditor no latim, tem o significado de aquele que ouve ou ouvinte".

 
A origem da auditoria externa ou independente surgiu como um foco da evolução do capitalismo, sendo que no principio as empresas eram exclusivamente fechadas e a participação em seu capital sucedia de um grupo familiar. Devido a grande expansão do mercado e a muitas concorrências surgiu a necessidade de expansão e crescimento para que as empresas conseguissem suportar o mercado e ampliar seus negócios garantindo a fidelidade de seus clientes. Segundo Almeida (1996) "Com a expansão do mercado e o acirramento da concorrência, houve a necessidade de a empresa ampliar suas instalações fabris e administrativas, investir no desenvolvimento tecnológico e aprimorar os controlos e procedimentos internos em geral, principalmente visando à redução de custos e, portanto, tornando mais competitivos seus productos no mercado".

 

Sá (2002) retrata que "A Revolução Industrial, operada na segunda metade do Século XVII, imprimiu novas directrizes às técnicas contábilisticas e especialmente às de auditoria, visando atender às necessidades criadas com o aparecimento de grandes empresas. Como consequência as demonstrações contábilisticas passaram a ter importância muito grande para os futuros aplicadores de recursos, como medida de segurança contra a possibilidade de manipulação de informações. Almeida (1996) descreve que os futuros investidores passaram a exigir que as demonstrações fossem examinadas por um profissional independente da empresa e de reconhecida capacidade técnica, surgindo então a profissão do auditor devido o conhecimento e técnica em examinar as demonstrações contábilisticas da empresa e emitir sua opinião sobre estas, é o auditor externo ou independente.

 

Fonte: Antonio R. Chiquito in http://www.contabeis.com.br/artigos.aspx?id=63 acedido a 30.03.2009

 

publicado por ojpeao às 11:13

Espaço promovido com o intuito de fornecer alguma informaçao aos interessados em Auditoria e Iniciantes no conhecimento da mesma. Especialmente para os estudantes que me têm como coordenador nesta área de conhecimento. Dúvidas, ojpeao@hotmail.com
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